Justino Mártir
c. 100 – c. 165 · Nascido em Flávia Neápolis (atual Nablus) — ensinou em Roma
Filósofo e apologista
A aguardar revisão teológica
Numa frase
Um filósofo que encontrou em Cristo a verdade que procurava e defendeu a fé por escrito diante do imperador.
Porque é importante
É o primeiro pensador cristão a dialogar a fundo com a filosofia grega, e deixou a descrição detalhada mais antiga da Eucaristia de domingo.
No Diálogo com Trifão conta como passou por várias escolas filosóficas até um ancião lhe indicar os profetas e Cristo.
A sua Primeira Apologia, dirigida ao imperador Antonino Pio, descreve os cristãos reunidos ao domingo para ler os apóstolos e os profetas, rezar e partilhar a Eucaristia (capítulos 65–67).
As Atas de Justino registam o seu julgamento e a sua decapitação em Roma com seis companheiros, perante o prefeito Rústico.
Contexto histórico
Os cristãos eram acusados de ateísmo e imoralidade; os apologistas respondiam publicamente.
Ideias-chave
- Sementes do Verbo: fragmentos de verdade na filosofia apontam para Cristo
- A Eucaristia como corpo e sangue de Jesus
Porque continua a importar
Um modelo de diálogo com a cultura através da razão, e uma testemunha preciosa do culto antigo.
Antes
- Inácio de Antioquiad. c. 107–110
Contemporâneos
- Policarpo de Esmirnac. 69 – c. 155
Depois
- Ireneu de Liãoc. 130 – c. 202
- Primeira Apologia
- Segunda Apologia
- Diálogo com Trifão
- Fonte cristã antiga
As afirmações estão identificadas pela fonte. As fontes cristãs antigas são nomeadas quando conhecidas; as datas anteriores ao século IV são muitas vezes aproximadas.